Me descubro orgulhosa demais para me entregar a um sentimento tão arriscado quanto o amor.


A ironia me consome. Tento, mas não consigo evitar. Não há nada melhor do que a ironia. É sutil, e fere só os que não enxergam seu lado mais cômico


Não existe pessoas boas ou más, existe atos bons ou ruins, pessoas são capazes de fazer os dois.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ela riu, frustrada e cansada de todo aquele jogo de palavras complicado demais. Se sentou no canto do quarto, apoiando a cabeça contra a parede e encarando-o.
"Eu sou uma completa idiota, não sou?" sussurrou. As lágrimas que segurara por tanto tempo caindo livremente por seu rosto. Riu de si mesma, encarando aqueles olhos verdes que ainda não expressavam como ele se sentia sobre o que acontecia ali.
"Cada uma das letras... De cada uma das palavras que você me disse... Eu acreditei em todos eles. Eu os abracei e os guardei dentro de meu coração." Abaixou a cabeça, apertando com força o peito. Ele sentiu uma vontade enorme de abraçá-la naquele momento, mas se manteve calado, neutro como sempre, esperando.
"Suas frases gentis e amáveis... Como um braço que me aparava em meio a uma queda sem fim. Ha! E eu fiz delas minha certeza e verdade... Meu trunfo para sobrevivência." Ela riu novamente, de sua própria burrice.
"Como eu te amava..." Ela sussurrou. Ele se encolheu, a cabeça baixa, sem conseguir se mover, sem ser capaz de parar de tremer.
Ela parou, por um momento. Ergueu os olhos para ele, confusa."Não... Não amava." Ele se encolheu. "Eu amo, não é? Amo tanto, para tão poucas palavras. Palavras que não consigo dizer, nem demonstrar." Ela própria começou a tremer. Seus olhos transbordavam pedidos silenciosos de desculpas.
E só o que ele queria, naquele momento, era abraçá-la como nunca quis antes. E era tudo o que ele nunca poderia.
"Como sou idiota. Admito minha derrota, ok?!" Ela sussurrou. E ele só pode se perguntar desde quando toda aquela tortura se tornara um jogo. "Admito que preciso de um abraço... Não, do seu abraço. Admito que preciso de você. E que sou uma idiota. Só por favor, nunca mais me faça sofrer novamente."
Ele se ajoelhou na frente dela, tremendo como nunca e lentamente trazendo-a de encontro a si. Ele não ousou chorar. Tinha medo do que aconteceria a seguir. Medo de descobrir e de não poder nunca saber.
"Eu estou com medo daquele 'E se' do qual me disse..." ele murmurou contra sua pele. Ela o abraçou, encostando o rosto em seu ombro e apertando-o de encontro a si.
"É só não pensar no passado." Sussurrou, delicada. "Pense no agora."
Ele se encolheu, recuando um pouco e encarando os olhos de esmeralda dela. Verde no verde... Tão semelhantes e tão diferentes...
"É o agora que me assusta..."

Um comentário:

  1. Cara, foi a pior coisa que eu fiz... Putz, eu escrevi isso ouvindo 'Wish you were here' da Avril. Só pra ter uma noção...
    Eu chorava e ria. Cara, tirei essa de dentro... e.e

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