Ultimamente, estou tendo um bloqueio. Mas um bloqueio de quê exatamente? De tudo. E de nada.
Não penso, não sinto, não escrevo. E ao mesmo tempo, quero fazer tudo.
Só acho que meu corpo não aguenta mais. Não quer aguentar mais.
Meu cérebro vem travando uma briga interna com todo o resto do meu corpo. Ele é insistente, prepotente e malígno. Ele aprendeu a ser assim. Mas ele não é tudo. Eu tenho meus deslizes.
Só queria conseguir chegar para um pessoa e contar tudo o que está havendo, sem esconder nada. Mas eu não posso, não consigo. Já criei barreiras o suficiente para saber que isso não é o certo. Eu não posso afetar o humor de outra pessoa como o meu está afetado.
Muitos dizem, que é necessário deixar que as lágrimas corram para que possam surgir novos sorrisos. Mas e quando as lágrimas não querem mais cessar? E quando elas não querem mais cair?
Eu sinto que estou me afongando. Me afogando em meu interior, em meus pensamentos, meus sentimentos, já quase extintos ao meu exterior. O que eu, uma jovem e inexperiente adolescente fiz para merecer tal sofrimento?
Me vejo perdendo o controle de tudo. As rédeas soltaram-se e os cavalos partiram no meio desse túnel sombrio e obscuro. O que fazer para sair do fundo de tudo?
Eu preciso sair. Eu disse que iria. E eu vou. Eles cobram de mim, e eu tenho que estar à altura. Eu preciso. Porque essa é a sociedade. É a sociedade que cobra, que exige, mas não diz como. Me digam, por favor. Sussurrem-me, falem-me, gritem-me, mas não deixem-me perdida no meio deste labirinto cercado de cobras.
Eu sempre custei a confiar em alguém. E a resposta está explicita na situação em qual me encontro: falsidade. Por que alguém como eu tem de ser obrigado a conviver com seres como aqueles? Não ofendo vacas, nem cachorras, muito menos éguas, ao compará-las. Aquelas garotas são mais baixas do que qualquer palavra que possa ser utilizada para defini-las.
E quem toma o ferro por isso? Minha mente. Tenho pensado seriamente em várias 'soluções' para isso. Mas nenhuma me parece boa o bastante.
Eu só preciso de uma boa noite de sono, um tempo longe de tudo e todos, sem precisar de tomar decisões preciptadas.
Eu não quero ser consolada. Eu não preciso disso.
Qualquer um que chegar ao ponto de vir até mim e me implorar que ame-o, só vai estar me pressionando a pensar rapidamente, e vai estar despertando meu ódio. Estou em constante TPM, e só quero as pessoas que eu chamar perto de mim. Eu quero sim alguém do meu lado para acariciar meus cabelos enquanto as lágrimas de indecisão escorrem. Mas eu quero alguém que eu tenha o minimo de ideia que eu não vá feri-la do modo que estou ferida. Não prometo amor eterno, mas posso tentar fazer uma amizade eterna. Então, não venha pressionar-me caro principe sem cavalo indeciso e carente. Eu sei que você só está à cobrar o meu dever, mas no momento não estou lúcida o suficiente para nada que possa exigir-me. Agradeço-lhe por tentar libertar-me de meu pesar, mas isso seria praticamente impossivel vindo de ti agora. Deixe um pouco à sos com minha mente maluca e peculiar, sei que posso melhorar. Ou ao menos tentar, para dedicar-me melhor à vossa alteza.
Nenhum comentário:
Postar um comentário