Me descubro orgulhosa demais para me entregar a um sentimento tão arriscado quanto o amor.


A ironia me consome. Tento, mas não consigo evitar. Não há nada melhor do que a ironia. É sutil, e fere só os que não enxergam seu lado mais cômico


Não existe pessoas boas ou más, existe atos bons ou ruins, pessoas são capazes de fazer os dois.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Batalhas Épicas

[...]
Todos os dez caminhões, mesmo os de armamento, voltaram lotados. O resultado da batalha? Vitória nossa, obviamente. Mesmo que, talvez, o fato dependa de que uma parte das tropas inimigas se juntaram a nós. Descarregamos no hangar numa atmosfera satisfeita.
  Isso até vermos o sangue na porta principal.
Senti meu coração parar, minha respiração falhou. Hiroshima estava ali dentro, e tinha havido uma luta ali. Me arrependia de não tê-la levado comigo. Eu devia tê-la protegido!
Nossos médicos correram para dentro, acompanhados dos atiradores. Quem quer que fosse o responsável pelo ataque, já fora embora. Deixando somente seu rastro de destruição para trás.
Onde quer que eu olhasse, via os mais novos serem socorridos, amigos se abraçando, e grupos se juntando aos prantos aos corpos de amigos vitoriosos. Não os ridiculariso. Cada vez que via algum corpo deitado, sentia um aperto forte por medo de que fosse ela. Fui até o final do andar, digitando a senha e ganhando acesso ao Sistema Central, só para dar uma checada. Mas foi na ante sala que minha espera terminou. Ela estava a um canto, junto de Shelkie e o garoto Orion.
De primeira, ela parecia ser a menos ferida dos três.
Isso até, um segundo mais tarde, eu perceber que Shelkie chorava tentando contactar alguém da enfermagem, e Orion usava sua jaqueta de treino para tentar estacar um sangramento horrível logo acima do diafragma dela. Hiroshima estava ferida, e a culpa era minha. Eu cai de joelhos, tendo espasmos de vomito por puro desespero.Ao mesmo tempo em que uma equipe passava por mim para cuidar dos três. Dois deles ficaram comigo, tentando descobrir qual era meu problema. "Ela primeiro... Por favor." Eles não entendiam? Agora eu sabia sobre o que ela estava falando aquele dia, no quarto.
Um deles me abriu um sorriso. "Tudo bem, ela vai ficar bem." Por que será que eu não acredito neles?
Uma maca passou por mim, e senti a mão dela no meu cabelo. Ela só tentava me reconfortar, como se dissesse "Eu estou bem."
Sua estúpida mentirosa.

                                               "But you said doesn't matter."

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